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27-04-2017

Que comecem os testes

O primeiro passo para o projeto piloto de testes do sistema de reconhecimento facial antifraude nos trens, metrô, barcas e BRT do Rio de Janeiro já foi dado. No dia 16 de março, representantes desses modais estiveram na Fetranspor, em reunião com profissionais das equipes da RioCard TI e Empresa 1, a fim de conhecer e discutir a implantação do projeto  para uso do Bilhete Único. 

O diretor executivo da RioCard TI, Carlos Silveira, esclareceu que o piloto precisa contar com a colaboração de todos os envolvidos, graças a compromisso assumido com a Secretaria de Transportes do Estado do Rio de Janeiro quanto a realização de  testes e apresentação da análise do processo antifraude já existente para os cartões de gratuidade, a ser iniciado também para os cartões de BU naqueles modais.

 

Dividindo responsabilidades

À Empresa 1 caberá a instalação dos validadores e câmeras nos bloqueios das estações escolhidas pelos modais para participar desse piloto. Aos modais, caberá definir o local de instalação dos equipamentos  e da estrutura de cabeamento, escolher o modelo de câmera que mais se adapta às suas necessidades e disponibilizar um link de comunicação com os servidores da RioCard TI, além de definir se a coleta de imagem será através de Wi-Fi ou Ethernet.  "Cada um irá apresentar seu cenário e nós teremos que estar disponíveis para atender", afirmou Alexandre Carvallho, gerente comercial da Empresa 1, que participou do evento acompanhado de Marcionílio Barbosa Sobrinho, gerente de Serviços.

A RioCard TI ficará responsável pelo processamento das informações, inspeção das imagens enviadas pelas empresas, emissão de relatórios e acompanhará, com a Empresa 1, a instalação dos equipamentos para os testes. Além disso, fará a homologação dos softwares para garantir as funcionalidades do processo. "Todas as imagens capturadas durante o piloto serão inspecionadas por profissionais da Empresa 1 e da RioCard TI, que também avaliarão os laudos de não conformidades", explicou Carvalho.  E Silveira acrescentou: "o processamento será centralizado e realizado em uma estrutura da RioCard TI. A ideia é que possamos alcançar o maior grau possível de interoperabilidade, garantindo o mesmo processo para todos os modais. É melhor para todo mundo".

 

Objetivos e cronograma

De uma forma geral, o objetivo é capturar a imagem, já que o cartão BU ainda não tem cadastro de foto, e analisar sua emissão, testando a conectividade e performance do sistema e, ao final do processo, emitir um laudo com os resultados. É importante lembrar que a tecnologia não interfere no sistema de bilhetagem eletrônica, são ferramentas diferentes e independentes. Além disso, a lei sobre a adoção do sistema antifraude não permite bloqueio on-line. A mensagem indicativa de cadastramento necessário aparecerá no validador quando o uso indevido, ou indício de fraude, for identificado pela primeira vez. Somente após mais duas constatações, ou seja, o terceiro evento de fraude, é que o cartão poderá ser bloqueado.

O projeto piloto está previsto para ser realizado em um mês, incluindo as seguintes etapas, em ordem cronológica: abertura do projeto, realizada durante a reunião do dia 16; montagem dos equipamentos; visita ao Metrô para levantamento; workshop sobre o validador e software, com Empresa 1; instalação e início do piloto no Metrô, depois no BRT, em seguida na Supervia, e finalmente nas Barcas. Numa segunda etapa, encerrado o primeiro mês do piloto, serão realizadas a avaliação dos resultados, emissão do laudo, apresentação dos resultados e disponibilização dos equipamentos. Em 60 dias após o piloto, todo o projeto estará concluído. 

reconhecimento facial antifraude (1).jpg

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